PF: ex-assessor de Agnelo violou e-mails de adversários 

A Polícia Federal investiga um ex-assessor do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), por envolvimento na interceptação ilegal de e-mails de adversários. Trata-se do policial civil Marcello de Oliveira Lopes, conhecido como Marcelão, homem de confiança do atual chefe de gabinete do governador, Cláudio Monteiro, que o levou para o alto escalão do governo de Agnelo. 

O policial foi exonerado na segunda-feira do cargo que ocupava na Casa Militar após a divulgação de que seu nome aparece na Operação Monte Carlo. Entre 2011 e 2012, Lopes tratou de acesso a e-mails de terceiros em conversas telefônicas com o sargento Idalberto Matias, o Dadá, apontado como araponga do grupo de Cachoeira. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo os investigadores, uma das vítimas da violação de e-mails é o jornalista Edson Sombra, conhecido por ser testemunha de outra operação da PF, que culminou na prisão do ex-governador do DF José Roberto Arruda. Hoje, Sombra é um adversário do governo de Agnelo. 

Outra suspeita é que tenha havido quebra dos sigilos do deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), ex-policial federal, que fez denúncias contra o governo Agnelo. "Se houve quebra de um deputado, é uma afronta à democracia", disse o deputado. 

As interceptações ilegais foram feitas, segundo a polícia, pela Etesp (Escola Técnica de Segurança Privada), empresa no Rio que pertence a um agente aposentado da PF. A polícia retirou dos autos da Operação Monte Carlo as conversas de Marcello Lopes sobre e-mails para apurar o caso separadamente. As investigações estão em andamento e sob sigilo.