SP: morte de casal pode ter sido tramada por pessoa próxima 

O assassinato de um casal na noite de quinta-feira em uma residência na divisa de Barueri e Jandira, região metropolitana de São Paulo, pode ter como mandante uma pessoa próxima a uma das duas vítimas. Cinco pessoas já foram presas, mas o suposto mentor do crime ainda está em liberdade. A informação é do delegado Albano Davi Fernandes, da Seccional de Carapicuíba, que investiga o caso.

"Estamos investigando pessoas ligadas ao casal porque há indícios de que o assassinato tenha sido tramado por uma outra pessoa", afirmou ele. O bando chegou à chácara com a informação de que lá teria a quantia de R$ 80 mil - um dado que só partiria de alguém que já tivesse contato com as vítimas.

"Essa informação não é de nenhum empregado antigo, é de uma pessoa próxima. Nossos homens estão nas ruas para confirmar essa versão e descobrir por que eles foram lá, quem é esse mandante e qual é a motivação do assassinato." Segundo ele, até o fim do dia a polícia deverá ter essas respostas.

O crime ocorreu por volta das 22h30 de ontem na residência do casal, que fica na alameda Uruguai, em Chácara do Peroba, na divisa de Jandira e Barueri. Segundo a polícia, a casa foi invadida por quatro homens e uma mulher, que mataram as vítimas a facadas e roubaram eletrodomésticos e dois carros. Na saída, incendiaram a residência.

O quinteto foi surpreendido pela guarda municipal de Jandira pouco tempo depois, enquanto transferiam os bens roubados para um outro veículo. Como não havia notificação de roubo para o veículo, os guardas checaram os dados e descobriram o endereço do casal. Ao chegarem lá, encontraram a casa em chamas. Interrogados, os criminosos confessaram participação no crime.

Os corpos do empresário Nemias Domingos, 68 anos, e da arquiteta Dafne Filellini, 56 anos, foram encontrados carbonizados dentro da residência. Foi feita a perícia no local e recolhidos objetos que pudessem ajudar na elucidação do caso.

"Temos os autores, os documentos e o material que eles levaram. Foi montado todo o quebra-cabeça", disse o delegado Albano Fernandes. "Precisamos apenas confirmar quem é o mentor do crime, descobrir a motivação do assassinato e o porquê de tanta violência, o que devemos ter até o fim do dia", afirmou.