Psol representa contra Demóstenes no Conselho de Ética do Senado 

O Psol entrou com representação contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), suspeito de envolvimento com a exploração de jogos ilegais, no Conselho de Ética do Senado Federal, na tarde desta quarta-feira. Randolfe Rodrigues, líder do partido na Casa, disse que a expectativa é que o Conselho inicie procedimento convocando o senador.

"Não é agradável, mas é ofício e dever. É muito grave e o Conselho é local propício para ouvirmos o senador Demóstenes, e inclusive para que ele possa se defender", disse. Pelo Regimento Interno, o senador que assume a Presidência do Conselho é Jayme Campos (DEM-MT) que, por coincidência, é do mesmo partido de Demóstenes. Na última vez que o Conselho de Ética foi acionado, as 11 representações - contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), no caso dos atos secretos - foram arquivadas. "Mas o Conselho é um órgão que existe, e não é um bibelô, tem que funcionar", insistiu.

Na terça-feira, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado, após ser acuado pela própria legenda para explicar sua ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que foi preso pela Polícia Federal. O senador não negou que conheça Cachoeira, nem que tem uma relação próxima com o contraventor.

Também ontem o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) de abertura de inquérito para apurar o envolvimento de parlamentares com a exploração ilegal de jogos em Goiás. Gurgel pediu ao STF que o inquérito seja desmembrado em três frentes de investigação. A primeira é para apurar a conduta do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), pois, segundo o procurador, há diversos indícios contra o político.