Presidente do DEM pede informações sobre processo contra Demóstenes 

O presidente do Democratas (DEM), José Agripino Maia (RN), solicitou hoje (28) ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informações sobre o conteúdo do pedido de abertura do processo contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) para que o partido possa se posicionar internamente sobre o caso. Gurgel enviou ontem (27) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de abertura de processo.

José Agripino, que passou a acumular a liderança do partido no Senado com o afastamento comunicado por Demóstenes nessa terça-feira, disse ainda que, a partir de agora, é necessário que o parlamentar explique em plenário as denúncias de seu suposto envolvimento em um esquema de corrupção que seria comandado pelo empresário José Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

"O DEM aguarda as explicações em plenário por parte de Demóstenes, agora que ele poderá ter acesso ao conteúdo do material do Ministério Público", disse o presidente do partido. Ontem, José Agripino disse que o DEM está incomodado com as denúncias publicadas na imprensa envolvendo o nome do senador Demóstenes Torres.

Ontem, Demóstenes pediu afastamento da liderança do Democratas no Senado. Enfraquecido pelas denúncias de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, preso recentemente pela operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), Demóstenes vem sendo pressionado pelo próprio partido para que apresente explicações sobre o caso.

Por meio de carta-ofício encaminhada ao presidente do partido, senador José Agripino Maia (RN), Demóstenes justifica o afastamento para que "possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias". Na última sexta-feira, uma reportagem de um jornal carioca apontou que gravações da Polícia Federal indicam que o senador pediu dinheiro e vazou informações de reuniões oficiais a Cachoeira. Conforme o jornal, mesmo recebendo relatório em 2009, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não tomou providências para esclarecer o caso. O documento aponta que os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) também mantinham ligações suspeitas com Cachoeira.