Moradores protestam por mais segurança em bairros nobres de São Paulo

Cerca de 260 moradores do Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo, protestaram na manhã deste domingo por mais segurança na região. O número de manifestantes foi contabilizado pela Polícia Militar, que informou que o ato transcorreu de forma pacífica. Os organizadores, que mobilizaram os moradores por meio das redes sociais, esperavam mais de mil pessoas no evento.

O grupo, acompanhado também por moradores de Pinheiros, Morumbi e Pacaembu, se muniu de apitos e panelas para pedir paz. Depois de caminhada na rua Henrique Schaumann, balões brancos foram soltos no parque do Povo, e assinaturas foram recolhidas para um documento que será encaminhado a autoridades estaduais e municipais.

Maria Brito, uma das coordenadoras do ato do grupo SOS Itaim, informou que tem sido comum a ocorrência de furtos e roubos não só dentro do parque do Povo, como na avenida Cidade Jardim e em vias próximas. Ela disse que, no entanto, não há uma estatística precisa, mesmo porque, em muitos desses casos, as vítimas nem chegam a ir até o 15º Distrito Policial, a delegacia mais próxima, para registrar a ocorrência.

Na região, predominam prédios de apartamentos residenciais de classe média alta. De acordo com o relatos, os pertences levados em sua maioria são de pedestres abordados enquanto fazem a caminhada no parque ou seguem para o trabalho. "São celulares, tênis, bicicletas e até carrinhos de bebê, entre outros objetos tirados de quem vem ao parque ou das pessoas que estão indo pegar o trem (na estação da Vila Olímpia, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)", disse Maria Brito.

Ela acrescentou que as queixas se estendem aos arrastões em restaurantes e casas noturnas, um problema verificado em pontos da capital como o Morumbi, na zona sul, e a Vila Madalena, na zona oeste. "Nós pagamos os nossos impostos e queremos ver uma cidade segura, uma cidade pacífica, onde as pessoas possam andar nas ruas tranquilas", cobrou Jorge Eduardo Rubies, presidente da ONG Preserva São Paulo. Ele disse que a impunidade é uma das causas do crescimento da violência e pediu mais policiamento para que as pessoas possam se sentir mais protegidas.