Membros da gestão Alckmin propõem imposto extra à gasolina 

Membros da gestão Geraldo Alckmin, no estado de São Paulo, propuseram a criação de um tributo extra aos motoristas que conduzem veículos movidos a gasolina. O plano foi aprovado no último mês no Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), que é presidido pelo secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas. 

O objetivo seria sobretaxar os usuários do combustível, mais poluente que os movidos a etanol, e estimular o uso da bicicleta como meio de transporte. O imposto bateria na casa dos RS 15-25 anuais e seria cobrado juntamente ao IPVA. 

Estima-se que a medida, que precisa do aval do governador para ir à Assembleia, atingiria cerca de 4,2 milhões de carros, o que representaria uma verba, por ano, de R$ 105 milhões, os quais seriam aplicados em campanhas e projetos de incentivo ao uso das bicicletas. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

A medida já foi bem aceita por órgãos representantes da sociedade civil, como OAB e Fiesp; se aprovada, a lei da "ciclofaixa", como também é chamada, deverá ser incorporada ao Plano de Controle da Poluição Veicular (PCPV). No entanto, a aprovação do Consema não implica a aplicação imediata do plano, segundo avalia o engenheiro Marcelo Pereira Bales, gerente do setor de avaliação de programas de transporte da Cetes (Companhia Ambiental de São Paulo, a agência estatal responsável pelo controle e licenciamento de atividades geradoras de poluição).

Na opinião de Bales, a medida precisa contar com o apoio de vozes de fora da área ambiental e, estima, deve demorar para ser implantada. "O fenômeno da bicicleta está ocorrendo, o assunto fervilha na sociedade", afirmou ao jornal, concedendo ao valor da ideia na sociedade.