SP: juiz adia julgamento de Gil Rugai por tempo indeterminado

A Justiça de São Paulo adiou nesta sexta-feira o julgamento do ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai e a madrasta, em 2004. A decisão atende a pedido da defesa do réu, que quer um novo exame de DNA nos respingos de sangue encontrados na casa das vítimas. O 5º Tribunal do Júri ainda não marcou nova data.

O júri estava previsto inicialmente para 12 de dezembro de 2011 e foi remarcado para o dia 26 de março. Em despacho, o juiz Emanuel Brandão Filho considerou que a preparação, realização do exame e elaboração do laudo demandam tempo, o que prejudicaria a sessão de julgamento na data marcada.

O crime aconteceu em 28 de março, na casa onde vivia o pai do ex-seminarista, o publicitário Luiz Carlos Rugai, e a namorada, Alessandra de Fátima Troitino, na zona oeste da capital paulista. Gil Rugai foi preso dias depois, como principal suspeito. Ele havia sido expulso de casa depois de o pai descobrir um desfalque de R$ 100 mil em sua produtora. Na época, ele negou os crimes.

Gil Rugai ficou preso até 2006, quando recebeu o benefício de responder ao processo em liberdade. Em 2009, no entanto, o acusado foi novamente preso porque se mudou para a cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, sem avisar à Justiça. Ele foi liberado dias depois devido a um habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).