Novo líder na Câmara, Chinaglia minimiza crise com base aliada 

Brasília - Recém-nomeado líder do governo na Câmara dos Deputados, o petista Arlindo Chinaglia (SP), minimizou a crise que a base aliada enfrenta e disse que é natural eventuais insatisfações por parte dos políticos.

"Naturalmente vocês podem encontrar em qualquer partido, a começar do PT, alguém insatisfeito. Eventualmente eu estarei insatisfeito. Isso faz parte, então eu tenho de trabalhar os grandes temas e digo, compondo os partidos da base", disse Chinaglia, logo após a posse no ministro Pepe Vargas (PT-RS).

O novo líder reconhece que terá muito trabalho pela frente com votações importantes como a Lei Geral da Copa e o Código Florestal, em trâmite na Câmara dos Deputados. "Eu não trabalho com a hipótese da base rebelada, agora trabalho nós vamos ter frente à responsabilidade de decidir temas relevantes e também para termos uma relação do mais alto nível também com a oposição. Então, vou ter trabalho O bastante", disse.

Mesmo assim, Chinaglia revelou que pretende conversar com líderes e com o presidente da casa para adiar o processo. "Há divergências ainda que não foram sanadas, tem que ter uma cautela maior", explicou.

Indagado se teria condições de conciliar os interesses da base e do governo, Chinaglia disse que o projeto de governo é um só e a base está reunida eM torno disso. "A distinção que eu faço é, por exemplo, o Executivo tem um papel, o Legislativo tem um papel. Então determinados temas têm um papel preponderante do Executivo", disse.