'Mudou?', diz Serra após chamar País de Estados Unidos do Brasil 

Pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra cometeu uma gafe na madrugada desta sexta-feira em entrevista ao Jornal da Noite, da TV Band. Ao comentar a atual crise do Euro e criticar a desunião dos países do bloco europeu, Serra se referiu ao Brasil como Estados Unidos do Brasil - nome oficial do País em vigência entre a proclamação da República e janeiro de 1967, quando foi alterado para a atual nomenclatura, República Federativa do Brasil. Após ser corrigido pelo jornalista Boris Casoy, Serra perguntou: "mudou?".

"O Brasil se chama Estados Unidos do Brasil. Os Estados Unidos se chamam Estados Unidos da América", disse Serra. Ao ser interrompido e corrigido por Casoy, Serra seguiu sua linha de raciocínio. "Mudou? República Federativa, que é parecido, federação, tá certo? São um conjunto de Estados que se associaram ou já nasceram associados, formando um País. Pra ter moeda única, você precisava ter na Europa os Estados Unidos da Europa. Eu quero ver alemão financiando gregos, portugueses. É uma situação difícil", disse. Questionado sobre a demora em se definir pela pré-candidatura à prefeitura, Serra disse que foi uma decisão que necessitava de tempo para reflexão. 

"É um passo importante na minha vida, sem dúvida nenhuma. A decisão de se candidatar a prefeito numa cidade que tem o tamanho e a importância que tem São Paulo é uma decisão que não se toma assim. Você tem que pensar, ponderar, planejar", afirmou o ex-governador, que prometeu cumprir os quatro anos de mandato caso seja eleito prefeito - o que inviabilizaria uma eventual candidatura à Presidência da República em 2014.

"Eu vou até o fim. A minha disposição e minha decisão é de governar São Paulo nos quatro anos, não tenha dúvida nenhuma disso", garantiu. Na entrevista, Serra também falou sobre a economia internacional e criticou a falta de investimentos do governo de Dilma Rousseff em infraestrutura, o que considera o ponto mais negativo da atual administração. "Eu acho que o governo (Dilma) ainda não deslanchou. Não se sabe bem qual é o rumo direito, o que quer de verdade. Há uma tendência a se considerar tudo prioritário. Quando tudo é prioritário, nada é prioritário", afirmou.