Após cortes na Saúde, ministro diz não esperar dinheiro cair do céu 

Após o governo federal ter anunciado corte de R$ 55 bilhões no Orçamento Geral da União, com contingenciamento de R$ 5,4 bilhões apenas nos cofres da Saúde, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta terça-feira que o congelamento de recursos não deve atrapalhar os programas prioritários da pasta. Ainda assim, ele resumiu que sua função como auxiliar da presidente Dilma Rousseff "não é ficar esperando o dinheiro vir do céu".

"Todos os programas do Ministério da Saúde estão preservados. Apesar do contingenciamento, as prioridades do Ministério da Saúde estão preservadas. Meu papel como ministro é fazer fortes parcerias com os Estados, municípios, para que a gente execute os mais de R$ 72 bilhões, que é o maior orçamento da história do Ministério. Meu papel não é ficar esperando o dinheiro vir do céu. É fazer mais com o que nós temos, combatendo o desperdício de dinheiro na saúde", disse Alexandre Padilha após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).

No dia 15 de fevereiro, a equipe econômica formalizou os cortes na peça orçamentária de 2012, bloqueando R$ 5,47 bilhões do Ministério da Saúde, a pasta com o maior contingenciamento de recursos. Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a dotação aprovada pelo Legislativo para a pasta caiu de até R$ 77,58 bilhões para R$ 72,11 bilhões.