RS: grupo que fez 35 reféns entrou em banco com cadeira de rodas 

Os três assaltantes que mantiveram nesta quinta-feira 35 pessoas reféns por quase quatro horas em uma agência do Bradesco na Avenida Azenha, em Porto Alegre, entraram no banco levando as armas em uma cadeira de rodas. 

De acordo com o subcomandante do 1º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Luiz Porto, um dos criminosos se fez passar por cadeirante e usou o acesso lateral, que não tem detector de metais.

O grupo portava três revólveres e uma pistola falsa. "Dentro da agência, eles se apoderaram das armas dos vigilantes, ficando com sete no total", disse o major.

O assalto começou por volta das 16h30. Após quatro horas de negociações, os reféns começaram a ser libertados em grupos de três. Segundo o subcomandante do 1º BPM, a preocupação da polícia era que os criminosos não saíssem disfarçados com as roupas dos seguranças. "Fizemos contato com a empresa que faz a vigilância e trouxemos um supervisor, que nos auxiliou a identificar quem eram os vigilantes. Também tivemos o apoio da chefia do banco que ajudaram com o reconhecimento dos funcionários", disse.

Os três suspeitos foram presos. De acordo com a polícia, outros três comparsas teriam escapado pelos fundos da agência e deixado armas pelas ruas durante a fuga. A quadrilha, especializada nesse tipo de crime, seria proveniente do núcleo residencial Cefer, do bairro Bom Jesus.

Segundo o comandante do policiamento de Porto Alegre, coronel Atamar Cabreira, as negociações foram tranquilas. "No começo, eles estavam muito nervosos, mas depois de muita negociação, resolveram sair. Queriam que todos reféns saíssem juntos, o que nos daria uma desvantagem tática, e fomos negociando para que as pessoas saíssem aos poucos", afirmou.

Todas as exigências da quadrilha foram satisfeitas: a presença de familiares, da imprensa e de um defensor público. Nos arredores do banco foi encontrado um carro que seria utilizado na fuga do grupo. Às 20h30, a PM iniciou uma vistoria no interior do prédio.