Delegado diz que PF usa grampos em 0,21% das investigações 

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta sexta-feira traz o balanço de um superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, que afirma que de 101 mil inquéritos criminais que o órgão conduz em todo o país, 288 contam com procedimentos de interceptações de comunicações (telefônicas e de e-mails). 

Roberto Ciciliatti Troncon Filho diz que o dado "evidentemente" descarta a crença de que o grampo é a principal ou a única arma da corporação no combate ao crime organizado.

O número, de agosto de 2011, significaria 0,21% do total das investigações criminais realizadas pela PF. Troncon explica que o número é "desatualizado" de propósito, já que no período de dezembro e janeiro há uma redução no ritmo das investigações. As declarações do superintendente se deram em resposta a crença gerada a partir da CPI das Escutas Telefônicas. 

A investigação foi encerrada em 2009 pela Câmara, após 16 meses de pesquisas, e apontou 375,6 mil escutas em 2007 e 358,8 mil em 2008 - abrangendo todas as instituições policiais e também as sucessivas renovações de autorizações de grampos pela Justiça.