RS: após 4 horas, todos os 29 reféns são libertados de banco 

A Polícia Militar confirmou que todas as 29 pessoas que eram mantidas reféns desde as 16h30 em uma agência do Bradesco na avenida Azenha, em Porto Alegre, haviam sido libertadas após saírem em grupos de três a partir das 20h15 desta quinta-feira. As vítimas deixaram o prédio sem ferimentos depois de quase quatro horas de negociação.

De acordo com a polícia, são três os assaltantes presos, sendo que outros três comparsas teriam escapado pelos fundos da agência e deixado armas pelas ruas durante a fuga. A quadrilha, especializada nesse tipo de crime, seria proveniente do núcleo residencial Cefer, do bairro Bom Jesus.

O coronel Atamar Cabreira classificou as negociações como tranquilas. "No começo, eles estavam muito nervosos, mas depois de muita negociação, resolveram sair. Queriam que todos reféns saíssem juntos, o que nos daria uma desvantagem tática, e fomos negociando para que as pessoas saíssem aos poucos", afirmou.

Todas as exigências da quadrilha foram satisfeitas: a presença de familiares, da imprensa e de um defensor público. Nos arredores do banco foi encontrado um carro que seria utilizado na fuga do grupo. Às 20h30, a PM iniciava uma vistoria no interior do prédio. Os assaltantes estavam munidos de revólveres e pistolas, incluindo armamento roubado dos vigias.

Por volta das 18h30, uma das gerentes da agência foi libertada e encaminhada para atendimento médico em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com Fábio Monks, marido de Vivian Luzardo Monks, 32 anos, ela sofreu uma convulsão e acabou sendo a primeira vítima solta pelos criminosos. Segundo ele, os bandidos amarraram as vítimas (em dois grupos separados nos dois andares do prédio) e incendiaram as câmeras de segurança, mas não mantiveram conduta violenta contra os reféns.

Pouco depois de Vivian, outras quatro mulheres deixaram o edifício, entre elas uma grávida. Familiares dos sequestradores contribuíram com as negociações na tentativa de levar os criminosos à rendição. Fábio afirmou que vítimas fragilizadas eram liberadas primeiro e que os assaltantes estavam munidos de forte armamento, inclusive de armas roubadas dos vigias do banco.