'Maior problema é a onda de boatos', diz tenente do Exército na BA 

O tenente-coronel do Exército Márcio Cunha, responsável pela operação dos militares na Bahia durante a greve de parte do efetivo da Polícia Militar, disse neste domingo que a onda de boatos sobre a violência que corre pelo Estado é um dos grandes problemas enfrentados pelas tropas. "Um dos problemas maiores que estamos vivenciando é a grande onda de boatos, que já estão sendo combatidos com a presença das nossas tropas, além das polícias Militar e Civil, para devolver a sensação de segurança e tranquilidade à população", disse ele à Agência Brasil.

Na manhã de hoje, o ministro interino da Defesa e comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, informou que, até o final do dia, o contingente de militares das Forças Armadas atuando na Bahia deverá chegar próximo a 3,5 mil homens. "As ações do Exército na Bahia vão muito bem e, até agora estão muito positivas, com a presença das tropas circulando pela cidade. Cada vez mais tropas chegam e, até o final do dia, estaremos beirando os 3,5 mil militares em processo por via aérea e terrestre. Isso mostra a determinação do governo federal em apoiar o governo da Bahia nas suas necessidades", disse o general à Agência Brasil, após participar da cerimônia de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

"Nossa ação é de patrulhamento em conjunto com os policiais militares que não estão de acordo com o movimento, e nossa parte é apoiar o governo do Estado, que é quem conduz as negociações com aqueles que estão envolvidos no movimento grevista", completou.

Por determinação do governo federal, 40 homens do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite da Polícia Federal, chegaram neste domingo a Salvador. Eles terão a missão de executar os mandados de prisão expedidos contra integrantes do movimento grevista da Polícia Militar. Os policiais federais também serão responsáveis pela remoção dos detidos para presídios federais.

A greve dos policiais militares da Bahia, que completou no domingo cinco dias, motivou uma onda de violência na capital. Desde a quarta-feira, a região metropolitana de Salvador registrou mais de 80 homicídios, o que representa 117% de aumento na comparação com o mesmo período do ano passado.

A ausência de policiamento nas ruas causou dezenas de saques e violência em todo o Estado. Só na sexta, 58 carros foram roubados e algumas lojas arrombadas e saqueadas.