Amigos e familiares velam corpo de procuradora assassinada

O corpo da procuradora federal Analice Moreira de Melo, 35 anos, morta a facadas na madrugada de quinta-feira, começou a ser velado por volta de 9h de hoje, no cemitério Bosque da Esperança, no bairro Juliana, em Belo Horizonte. O sepultamento estava programado para acontecer às 13h.

Amigos, familiares e colegas de trabalho, que compareceram ao cemitério, se mostraram chocados com o crime e falaram rapidamente com a imprensa que foi proibida de acompanhar o velório. "Foi uma tragédia. Que Deus tenha misericórdia para todos nós e principalmente para a família", disse uma amiga da família.

Analice teria sido assassinada pelo ex-marido depois de uma briga na casa do casal na madrugada de quinta-feira, em um condomínio de luxo na cidade de Nova Lima, região metropolitana. Segundo a PM, Djalma Brugnara Veloso, 49 anos, teria aplicado vários golpes de faca na ex-mulher por não se conformar com o fim do relacionamento. O crime foi presenciado pela babá e os dois filhos do casal, de 3 e 6 anos.

O procurador Élvio Gusmão, amigo da vítima, contou que ficou surpreso com o assassinato de Analice. "Ele (Djalma) era uma pessoa tranquila. Não tinha problema nenhum", disse. "Estou chocado, até pela forma que foi feito o crime", revelou o funcionário judiciário Glauco Santos, marido de uma amiga de Analice.

A amiga de faculdade Renata Godinho disse que o marido nunca levantou suspeita. "Ela era uma pessoa muito alegre. Eu conhecia os filhos dela. Ela nunca comentou nada sobre o marido", contou.

A babá que estava na casa do casal no momento do crime também esteve no local. Ela chegou acompanhada de parentes de Analice, mas não quis comentar o assunto. A delegada Renata Fagundes que preside o inquérito sobre a morte da procuradora informou que vai pedir a extinção do inquérito, pois segundo ela, tudo leva a crer que o crime teria sido passional.

Contudo, a delegada ainda vai ouvir mais alguns depoimentos de testemunhas, como funcionários da casa e do condomínio, além de familiares. Djalma Brugnara Veloso, que estava foragido, foi encontrado morto a facadas no final da noite de quinta-feira, no quarto de um motel na região oeste da capital. As investigações sobre a morte do principal suspeito do crime ficarão a cargo da Polícia Civil de Belo Horizonte.