Ministro das Cidades pode deixar o governo nesta quinta-feira

Mário Negromonte tem encontro com  Dilma Rousseff e deve concretizar pedido de demissão 

A presidente Dilma Rousseff tem uma reunião marcada para a manhã desta quinta-feira com o ministro das Cidades, quando deve ser anunciada a demissão de Mário Negromonte. A situação política do ministro começou a se desgastar após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo ter mostrado um documento supostamente forjado pela diretora de Mobilidade Urbana da pasta, Luiza Gomide. Ela teria adulterado um parecer técnico que vetava a mudança de um projeto de mobilidade em Cuiabá (MT). 

Com a suposta adulteração, os custos da obra foram ampliados em R$ 700 milhões.

Também entre as denúncias existem suspeitas de que o tesoureiro do Partido Progressista, Leodegar Tiscoski, e outros executivos ligados à legenda favoreciam empreiteiras no gabinete do Ministério das Cidades, liberando recursos para obras consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A pressão se agravou ainda mais após denúncia do jornal Folha de S.Paulo, de que o ministro teria participado, junto com o secretário-executivo da pasta, Roberto Muniz, de reuniões privadas com um empresário e um lobista. Após a denúncia, o chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto, foi demitido. Negromonte foi ao Senado e negou irregularidades em sua gestão.

Para substituir Negromonte seriam cogitados nomes como o do líder do PP na Câmara, Agnaldo Ribeiro (PB), e dos deputados Márcio Reinaldo (MG), Beto Mansur (SP) e dos senadores Benedito de Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI).

No entanto, a preferência de Dilma seria por Márcio Fortes, que já foi ministro das Cidades e atualmente ocupa o cargo de Autoridade Pública Olímpica (APO). 

Negromonte seria o nono ministro a deixar o governo. Auxiliares próximos à presidente diziam que Dilma o considerava um mau gestor e que não via como mantê-lo na equipe ministerial.