Site que fez ameaças a Dilma é investigado por PF e FBI

O site que em dezembro passado fez ameaças à presidente Dilma Rousseff, ao deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) está sendo investigado pela Polícia Federal. A apuração, feita em cooperação com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio do Federal Bureau of Investigations (FBI), foi desencadeada a pedido da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

A página, intitulada "Silvio Koerich é..o perdedor mais foda do mundo", havia sido denunciada em setembro de 2011 pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) por dar instruções sobre como praticar "penetração corretiva" para "curar" mulheres homossexuais. Em vários posts, é possível encontrar demonstrações de ódio à população LGBT, negros e mulheres.

Segundo informação divulgada nesta segunda-feira (16) no site da SPM, O resultado do trabalho "será anunciado em momento oportuno".

Confira a nota na íntegra.

A pedido da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a Polícia Federal está realizando investigação do blog https://silviokoerich.com ou https:/silviokoerich.blogsopt.com, através de de cooperação policial com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio do Federal Bureau of Investigations (FBI). O resultado desse trabalho, de acordo com a PF, será anunciado em momento oportuno.

O esclarecimento foi dado, através de nota assinada pelo diretor-geral da Polícia Federal, delegado Leandro Daiello Coimbra, em resposta a encaminhamento de denúncias de diversos órgãos e entidades ligadas a direitos sobre o conteúdo discriminatório - apologia ao crime e incitação à violência contra negros e mulheres - publicado no do blog, para a SPM.

INTERPOL - Como o blog está hospedado em domínio de propriedade de empresa localizada nos Estados Unidos, a Ouvidoria da secretaria já havia entrado em contato com a Adidância da Polícia Feceral em Washington, que acionou a Interpol.

No entanto, a polícia internacional salientou que precisava do envio de uma Carta Rogatória do Brasil, via Itamaraty, com pedido de assistência para o caso.

Em seguida, a Ouvidoria reenviou a solicitação para a Ouvidoria do Ministério das Relações Exteriores.

A ministra Iriny Lopes deixa claro, ao documentar as denúncias, que são necessárias uma rigorosa apuração e também punição dos responsáveis por essa forma de discriminação e violência contra a mulher.