Defensoria garante assistência jurídica a abordados na Cracolândia

A Defensoria Pública-Geral de São Paulo divulgou nota nesta sexta-feira informando que tem acompanhado a operação policial na Cracolândia, deflagrada na última semana na região central da capital paulista, e prestado atendimento jurídico às pessoas carentes abordadas pela Polícia Militar, orientando sobre direitos e recebendo denúncias e reclamações sobre eventuais ações abusivas.

Nos últimos dias, coordenados pelo Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da instituição, defensores públicos têm se colocado à disposição da população e de órgãos públicos no local com uma unidade de atendimento móvel. A partir de segunda-feira, psicólogos e assistentes sociais que integram o quadro técnico de apoio da defensoria devem estar também presentes para auxiliar no encaminhamento de pessoas para a rede pública de saúde e de assistência social.

"Sensível à necessidade de enfrentar esse complexo e grave problema social, a defensoria intensificará a interação com demais órgãos públicos visando soluções conjuntas e coordenadas. Consideramos que a presença da defensoria até o momento tem sido fundamental para garantir o respeito aos direitos das pessoas submetidas a alto grau de vulnerabilidade social. Trata-se de relevante dever constitucional, que incumbe aos defensores públicos", discorre a nota.

Operação não muda, diz PM

Após uma reunião que durou cerca de cinco horas na sede do Ministério Público de São Paulo, a PM informou que não modificou e nem modificará a ação que acontece na região da Cracolândia. Além do comando da PM, participaram da reunião promotores e representantes da Saúde e Assistência Social do município, além da Secretaria de Justiça do Estado.

No início da semana, o promotor Eduardo Valério, que participou da reunião, classificou a ação como "desastrosa". No mesmo dia ele abriu um inquérito civil para apurar as responsabilidades, que está mantido. A partir da semana que vem, os envolvidos serão chamados a dar explicações.

"Não estamos mudando estratégia. O nosso objetivo é quebrar a logística do tráfico. Até agora, 70 pessoas foram presas por tráfico de drogas e 37 mandados de prisão cumpridos. A partir do próximo mês vamos instalar naquela região três bases de policiamento comunitário, para que se mantenha a segurança pública no local", afirmou o coronel Álvaro Camilo, comandante da PM.