Dilma recebe ministros para ouvir balanço de ações contra enchentes 

As chuvas que atingem a região Sudeste, principalmente Minas Gerais, fizeram o governo mobilizar cinco ministros no domingo: a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e os titulares da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, dos Transportes, Paulo Passos, e da Saúde, Alexandre Padilha. O grupo se reuniu ontem à noite em Brasília para avaliar a situação dos Estados atingidos e terá que apresentar um balanço das ações à presidente Dilma Rousseff, em reunião marcada para esta segunda-feira, às 10h30, no Palácio do Planalto.

A reunião começou por volta de 18h30 e cada ministério apresentou um balanço das ações da pasta no enfrentamento das enchentes, além de definir novas medidas para os próximos dias. Entre as ações, o governo estuda uma parceria com a Vale e a Universidade Federal de Ouro Preto para o envio de geólogos que avaliem a situação da cidade histórica, fortemente atingida pelos temporais. O município registrou deslizamentos de encostas, sendo que um deles atingiu parte da rodoviária e matou dois taxistas.

O governo também decidiu manter até março os postos avançados instalados nesta semana em Minas Gerais, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, que integram equipes das defesas civis federal, estadual e municipal.

Além das chuvas no Sudeste, os ministros discutem medidas para os municípios que sofrem com a estiagem na região Sul. Por causa da seca, 102 municípios no oeste do Rio Grande do Sul e 36 de Santa Catarina decretaram situação de emergência. No total, os prejuízos causados pela seca na região chegam a R$ 2,797 bilhões, segundo dados da Defesa Civil dos três Estados da região e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Só a produção de soja no Rio Grande do Sul deve sofrer 25% de perdas. No Paraná, a redução da colheira de soja chegará a 10% em relação à safra de 2011.