CGU: expulsões de servidores federais batem recorde em 2011

Com 564 casos, 2011 registrou recorde no número de expulsões de servidores federais em decorrência de irregularidades, a maioria relacionada à corrupção. O número equivale a 1,54 expulsão por dia e foi 8,25% superior a 2010, com 521 registros. De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a maioria das expulsões do ano passado, 433, se referiu a demissões de cargo efetivo, 57 foram destituições de cargo em comissão, e 38 foram cassações de aposentadoria.

Desde 2003, 3.533 servidores federais sofreram punições expulsivas, sendo 3.013 demissões, 304 destituições de cargos comissionados e 216 cassações de aposentadorias. O uso do cargo para obter vantagens foi o motivo da maior parte das expulsões (1.887), representando 31,7% do total. A improbidade administrativa vem logo a seguir, com 1.133 ocorrências (19,0%). Outros 325 servidores (5,5%) foram expulsos por terem recebido propina.

Embora 56,2% das expulsões estejam relacionadas à prática de corrupção, há situações vinculadas a outros problemas: 511 servidores (8,6%) foram expulsos por abandono do cargo e 288 (4,8%) por desídia (preguiça, desleixo). Outras 1.816 expulsões (30,5%) foram classificados como "outros motivos" - esta soma ultrapassa o total de 3.533 expulsões registradas no período porque há casos em que a expulsão se baseia em mais de um motivo.

"A intensificação das expulsões decorre da determinação do governo de combater a corrupção e a impunidade. Assim, a administração deixa de ficar apenas à espera da punição pela via judicial, que é demorada, e passa, ela própria, a administração, a aplicar as punições de sua alçada", afirmou o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro.