Policiais são acusados de esquema de sequestro de corpos em Pernambuco 

Policiais civis de Garanhuns, no agreste pernambucano, são acusados de participar de um esquema de sequestro de corpos de vítimas de assassinatos junto a uma funerária da cidade. Eles receberiam até R$ 1 mil para indicar o local dos cadáveres à funerária Areias, que, de acordo com a denúncia, recolhia os corpos antes das autoridades e cobrava das famílias dos mortos valores de até o dobro do praticado pelo mercado para traslado, caixão e sepultamento.

O Ministério Público Estadual e a Delegacia de Crimes contra a Administração Pública investigam o caso, e os suspeitos já foram afastados, segundo o delegado Márcio Cruz, designado para substituir o colega Paulo Geraldo e reorganizar a delegacia regional desde a divulgação da denúncia.

O MP aponta que a funerária, por ter iniciado os procedimentos legais enviando os corpos para o Instituto Médico Legal de Caruaru, distante mais de 100 km de Garanhuns, as famílias se viam sem alternativas senão seguir negociando com a Areias.

Procurado pelo Terra na manhã desta terça-feira, um representante da funerária informou que estava indisponível, mas afirmou que falaria ainda hoje sobre o caso.