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Procon autua TAM e Gol em fiscalização em Congonhas  

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A Fundação Procon autuou nesta quinta-feira, durante fiscalização no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, as companhias aéreas TAM e Gol por irregularidades no atendimento aos consumidores. O principal problema identificado pelos fiscais foi a falta de informações para os clientes sobre atrasos e cancelamentos de voos, afetados pela paralisação dos aeroviários no terminal.

Segundo o Procon, na TAM foi constata falta de divulgação clara dos canais de atendimentos, finalidade e forma de utilização; falta de sinalização da área de atendimento para o consumidor, que, conforme a fiscalização, era feito no balcão da Pantanal sem qualquer aviso; falta de disponibilização de informativos com a frase: "Passageiro, em caso de atraso ou cancelamento de voo e de preterição de embarque, solicite junto à companhia aérea informativo sobre seus direitos, em especial no tocante às alternativas de reacomodação, reembolso e assistência material", no check In e na área de embarque; não disponibilizou na sua página da internet opção para recebimento de queixas e reclamações.

A fiscalização identificou que a empresa Gol não disponibilizou na sua página da internet opção para recebimento de queixas e reclamações. No site, a companhia pede apenas sugestões, informação, crítica ou elogio. As empresas responderão a processos administrativos e têm 15 dias para apresentar defesa. As multas, conforme o Procon, variam entre R$ 400 e R$ 6 milhões.

Sobre os atrasos e cancelamentos, a Tam informou que está "totalmente empenhada em normalizar as operações o mais rapidamente possível". Já a Gol informou que "todos os seus colaboradores permanecem em seus postos de trabalho, realizando suas atividades normalmente". As companhias creditaram os problemas às manifestações dos aeroviários.

O Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira, depois de uma nova tentativa fracassada de acordo com as empresas aéreas, suspender a greve marcada para os últimos dias de dezembro. Os líderes da entidade, que representa os trabalhadores de todos os aeroportos do Estado (menos de Guarulhos, na Grande São Paulo), foram hoje a uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da capital paulista para negociar.