Não faltará água no verão em SC e SP, dizem companhias 

Com o aumento das visitas no verão, muitas das cidades litorâneas do Brasil sofrem com a falta de água. Para driblar o problema em 2012 os municípios vêm se preparando ao longo do ano para atender a demanda do veraneio e garantir um melhor armazenamento da água. É o caso de estados como Santa Catarina e São Paulo, que geralmente sofrem com o problema nesta época do ano.

O grande número de turistas que visitam o litoral catarinense durante a estação mais quente do ano faz o consumo de água duplicar e até triplicar em algumas regiões. É o que garante o diretor de Operação e Meio Ambiente da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) Valter Gallena. 

"Até ano passado, a falta de água entre 23 de dezembro e a 5 de janeiro era uma constante no Norte da ilha", confessa ele, que afirma que o problema não se repetirá neste verão. Neste ano, serão entregues ainda em dezembro duas estações de água compactas, uma em Ratones e a outra em Viela, conforme afirma Gallena. 

"Essas duas estações já estarão em operação a partir de 22 de dezembro." Ele também acrescenta a construção de ponteiras e minipoços em Vargem do Bom Jesus e Vargem Pequena. "Ainda este mês assinaremos um financiamento junto à Caixa Econômica para a construção de uma nova adutora no bairro Itacorubi, que irá desafogar as demais áreas do Norte da ilha, além da construção de um foco decantador na adutora de Pilões para melhorar a qualidade de água e também a quantidade", descreve. 

Mas, apesar das medidas terem potencial para resolver o problema de escassez de água do litoral catarinense, elas estarão em funcionamento apenas a partir de dezembro de 2013. Uma alternativa adotada pela Casan, segundo Gallena, é a parceria com uma empresa que tem uma estação de tratamento em Chapecó, para que ela possa ser utilizada aos finais de semana, quando suas atividades são suspensas, auxiliando no abastecimento de água da cidade. "Nesta temporada não irá faltar água, ao não ser que algum desastre climático ou problema técnico", garante o diretor de operação da Casan. 

São Paulo

Em São Paulo, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a situação é um pouco diferente do estado catarinense. Apesar de a população aumentar cerca de cinco vezes em determinadas cidades litorâneas com o aumento de até 40% no consumo de água, "há pelo menos três temporadas não ocorrem problemas de desabastecimento nesses municípios", garante a empresa, que diz que casos pontuais, como rompimentos na rede, podem acontecer e afetar o fornecimento de água, mas só até o término dos serviços de reparo. 

A Baixada Santista tem capacidade de reserva de cerca de 1 bilhão de litros de água tratada, além de possuir um sistema integrado de abastecimento que permite enviar água de uma cidade para outra. Há ainda duas novas estações de Tratamento de Água em construção: a ETA Mambu, em Itanhaém, que beneficia as cidades do Litoral Sul, e ETA Jurubatuba (Guarujá). No litoral Norte, de acordo com a Sabesp, as obras realizadas pela companhia de 2009 para cá elevaram a capacidade de produção de água na região em 350 litros por segundo, o que representa 18%. A capacidade de reserva também foi incrementada em 1,75 milhão de litros de água (35% em São Sebastião).