Diplomata brasileira é internada no DF com malária 

A diplomata brasileira Milena Oliveira de Medeiros, 35 anos, está internada com malária em um hospital de Brasília. Ela foi à África participar da IV Reunião Ministerial da Cúpula América do Sul-África, que ocorreu em 24 e 25 de novembro em Malabo (Guiné Equatorial). O Ministério das Relações Exteriores não confirmou onde a acreana contraiu a doença, mas disse que tudo indica que tenha sido naquele continente.

O Itamaraty não divulgou as datas de partida à África e chegada ao Brasil, tampouco quando ocorreu o diagnóstico e a internação. O ministro Antonio Patriota já visitou a família, que acompanha o caso na capital federal. Ainda conforme o Itamaraty, seu quadro de saúde é grave. A assessoria de imprensa do ministério afirmou que, durante estada na Guiné Equatorial, colegas não lembravam de vê-la sentir-se mal.

Mãe: 'Coloquei a vida nas mãos de Deus'

A professora Raimunda Carneiro, mãe de Milena, afirmou ao Terra que a filha foi picada por um mosquito na Guiné Equatorial e começou a se sentir mal após retornar ao País. "O estado de saúde é gravíssimo, mas estou confiante. Coloquei a vida dela nas mãos de Deus".

Raimunda afirmou que, devido ao transtorno causado pela notícia da doença, não se lembra das datas das viagens nem diagnósticos. Disse, porém, que na noite da última sexta-feira para sábado dois médicos chegaram a determinar morte cerebral. "Mas aí ela voltou a tomar medicação. Não sei se detectaram algo no cérebro", disse a mãe. As últimas notícias recebidas davam conta que não houve melhora. Em agosto de 2012, Milena completa três anos da aprovação no concurso para entrar no Itamaraty.

A malária

A malária é uma doença causada pelo protozoário do gênero Plasmodium. Sua transmissão ocorre por meio da picada do mosquito fêmea Anopheles. Os infectados podem apresentar sintomas como dor de cabeça e no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios. Em geral, esses quadros são acompanhados por dor abdominal e nas costas, tontura, náuseas e vômitos. Gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez estão sujeitas a maior gravidade da doença.

O período de incubação, ou seja, o intervalo entre a aquisição do parasita (infecção) até o surgimento dos primeiros sintomas, varia em geral de oito a 17 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, não há vacina contra a doença e o melhor caminho é a prevenção. "A malária é uma doença que tem cura e o tratamento é eficaz, simples e gratuito, mas pode evoluir para suas formas graves em poucos dias se não for diagnosticada e tratada de forma rápida e adequada", ainda conforme a pasta da saúde.