Marco Maia adota cautela contra suposta 'caixinha' do PSC

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), preferiu adotar o tom de cautela ao comentar nesta sexta-feira a denúncia de que o Partido Social Cristão (PSC) cobraria um percentual sobre o salário dos funcionários que contrata, independentemente de serem filiados ou não à legenda. De acordo com o site Congresso em Foco, a agremiação fica com 5% dos salários dos funcionários comissionados da Câmara vinculados ao partido e exige o repasse de todos eles.

"Vou tratar desse assunto quando eu retornar à presidência da Câmara na segunda-feira, mas não gostaria que já tratassem com essas palavras (caixinha) porque precisamos analisar. Todos os partidos políticos têm formas de arrecadação. Eu, por exemplo, destino uma parte do meu salário todos os meses para o Partido dos Trabalhadores. Faz parte do estatuto do partido e da política de financiamento do partido este tipo de contribuição", disse Maia. Com a presidente Dilma Rousseff (PT) e o vice-presidente Michel Temer (PMDB) fora do País, o deputado ocupa interinamente a chefia do Palácio do Planalto.

"Precisamos checar essa informação para depois adjetivar o que está acontecendo. Contribuições partidárias são normais, fazem parte do regimento, dos estatutos dos partidos", disse o deputado.

De acordo com a reportagem, o esquema envolvendo o PSC permitia, por exemplo, que os funcionários fizessem os pagamentos com débito automático.