Em Roraima, FAB vasculhou 2,7 mil km² para encontrar avião que caiu

Para encontrar a aeronave Cessna C-210, que desapareceu enquanto sobrevoava a reserva indígena Yanomami em Roraima, a Força Aérea Brasileira empregou dois esquadrões, que vasculharam uma área superior a 2,7 mil km², equivalente a 2,5 mil campos de futebol, durante 68 horas de voo. 

Os principais desafios dos militares neste trabalho foram a mata densa e fechada, além das informações discrepantes entre as coordenadas enviadas pelo piloto no último contato com a distância da pista - que aumentaram consideravelmente a área de busca.

O avião de pequeno porte caiu no dia 22 de novembro após decolar de uma pista na aldeia indígena Halicato com destino ao aeroporto de Boa Vista. Antes de desaparecer, o piloto, Paulo Rogério Santos, fez contato para sinalizar que necessitava de pouso de emergência - ele morreu na queda. Segundo a FAB, os destroços da aeronave foram encontrados a 118 km do local de origem, na noite do sábado.

"Quando há um acidente, normalmente as pessoas imaginam que a aeronave fica inteira. Dependendo do impacto, ela se parte e com a mata fechada fica muito difícil a localização visual", afirma o coordenador das buscas do Salvaero Amazônico (RCC-AZ), capitão aviador Wankley Lima de Oliveira.

O terreno onde a aeronave foi localizada fica no início da área do Monte Roraima, uma das regiões mais altas do País, cujo pico tem altitude de 2,7 mil metros. A região de mata densa onde ocorreram as buscas, segundo a FAB, é formada por árvores que chegam a 30 m de altura, do tamanho de quase um prédio de cinco andares.

A investigação técnica para descobrir as causas do acidente é feita pelo Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-7), do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).