Com ironia, alunos e funcionários da USP oferecem flores à PM

Após o cumprimento da reintegração de posse da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) por parte da tropa de choque da Polícia Militar, na manhã desta terça-feira, cerca de 500 alunos e funcionários fizeram um protesto nos fundos do prédio, protegido por aproximadamente 150 policiais. 

Eles formaram uma barreira e os manifestantes se aproximaram. Sem violência física de nenhum dos lados, os estudantes passaram a gritar palavras de ordem, ler poesias e oferecer flores a eles. Sob ordens do comando, os policiais permaneceram estáticos.

Cerca de 70 estudantes, que participaram da ocupação, foram encaminhados para o 91º Distrito Policial e só devem ser soltos sob pagamento de fiança. O grito de guerra preferido deles é o "Fora PM", em alusão ao convênio firmado entre a Polícia Militar e a reitoria para o policiamento ostensivo na USP. Em maio, um estudante foi asssassinado dentro do campus, após uma tentativa de assalto.

A universidade, que conta com cerca de 80 mil alunos, teve uma manhã praticamente normal. Sem apoio e até alguma indiferença por parte da comunidade acadêmica, o grupo ficou praticamente isolado. Nos últimos quatro anos, é a terceira vez que os estudantes invadem o prédio da reitoria. A primeira, em 2007, durou mais de 50 dias. Depois disso, houve outra em 2009, mas a deste ano é a primeira com a Polícia Militar intervindo diretamente.