Agnelo Queiroz se diz vítima de 'armação criminosa' 

"Essa prática se repete, podem observar em todas as denúncias, compra de testemunhas e alguém para tentar desestabilizar e tentar voltar ao poder no Distrito Federal", disse Agnelo.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), rebateu as acusações de corrupção contra ele e disse ser alvo de uma "armação criminosa". Ele atribuiu as denúncias de recebimento de propina a "uma organização criminosa que governou Brasília". Ontem, a deputada distrital Celina Leão (PSD) apresentou uma cópia de comprovante de transferência bancária no valor de R$ 5 mil da conta de um ex-funcionário de uma indústria farmacêutica para Agnelo.

O atual governador foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a empresa na qual o funcionário trabalhava fez doação de campanha à candidatura de Agnelo no valor de R$ 200 mil. "O que está acontecendo é uma armação, estou sendo denunciado por uma organização criminosa que governou Brasília, continua montanto dossiês, pagando testemunhas. É isso que está acontecendo aqui", disse Agnelo Queiroz, prometendo ainda "desmascarar" as acusações.

Sem citar nomes ou partidos, o governador disse que as acusações são originárias de um grupo que governava o Distrito Federal com intenção de, nas palavras dele, "desestabilizar , de voltar ao poder". Hoje filiada ao PSD, a deputada Celina Leão era filiada ao DEM, partido do ex-governador José Roberto Arruda, afastado do poder por esquema de corrupção. Sobre Daniel Tavares, o autor da transferência de R$ 5 mil, o governador disse que não foi uma operação ilegal e que não se pode dar crédito à denúncia de favorecimento da União Química Farmacêutica.

"Esta pessoa (Daniel Tavares) trabalhava com um grande amigo meu há 20 anos. Foi um depósito de conta corrente para conta corrente, não tem absolutamente nada. Esse esclarecimento está feito. Não podemos vincular isso a atitudes de ilegalidade. Tem que investigar. Não pode dar crédito para gente do tipo que fez essa denúncia", disse o governador, sugerindo que pode haver montagens nas denúncias.