Rapper diz ter sido vítima de agressão e racismo no metrô de São Paulo

O músico William Oliveira Santos, 25 anos, diz ter sido vítima de racismo e de agressão por três seguranças do Metrô na estação Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, na terça-feira. Ele é integrante do grupo de rap Versão Popular e um dos poetas do coletivo cultural Cooperifa. Segundo ele, ao chegar à estação, um dos seguranças tentou intimidá-lo. 

Após uma discussão, o vigia se retirou mas, quando Santos subia a rampa de acesso da estação, foi abordado por outros dois seguranças. Ele afirma que, ao ser revistado, teve o braço torcido e sofreu uma luxação. 

O músico diz ter tomado uma "gravata" e que foi arrastado pelo braço pelos três seguranças, que o colocaram para fora da estação. Santos afirmou ainda que, ao expulsá-lo, um dos seguranças disse: "Sai fora, negão! Se quiser, vai de busão". As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A direção do Metrô informou que acompanha o caso e que, se a denúncia do músico for confirmada, os funcionários serão punidos. De acordo com a empresa, os seguranças teriam sido xingados pelo usuário e, como houve resistência à realização de uma revista, ele teve que ser imobilizado e retirado da estação. 

"O usuário retornou à estação com policiais militares e não aparentava lesão", afirma o Metrô em nota. Na manhã de quarta-feira, Santos foi submetido a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). A polícia apura o caso.