Kassab vê solução de problemas habitacionais de SP em 10 anos

A prefeitura de São Paulo apresentou, durante evento na tarde desta quinta-feira, planejamento para áreas de risco na cidade e destacou a necessidade de impedir novas invasões. Em ação coordenada pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano, que reuniu outras três pastas, a gestão municipal já removeu 4.159 mil famílias de áreas de risco, sendo 1.132 moradias em situação emergencial. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) projetou chegar "próximo da solução" dos problemas habitacionais na capital paulista dentro de 10 anos. Porém, Kassab destacou que é necessário evitar novas invasões.

A expectativa de investimento total do programa é de R$ 5,5 bilhões de 2010 até 2016. Além da retirada das famílias, a gestão municipal anunciou ainda a realização de 45 obras que já foram concluídas e outras 61 em andamento. O plano inclui também 136 "intervenções setoriais" executadas pelas subprefeituras. Em seu breve discurso, Kassab disse que exaltou o trabalho integrado das secretarias, a partir do estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

"É importante todos nós observamos que não apenas é importante a retirada das famílias das áreas R3 e R4. Tão importante quanto é nós evitarmos novas invasões. (...) O nosso esforço vai ser muito grande para atingir resultados bastante expressivos até o fim da gestão. Poucas cidades do mundo fizeram ao longo da sua história como foi feito ao longo desse sete anos. (...) Temos uma expectativa de que, caso haja em parte especial do poder público estadual e federal, a convicção de que é necessário manter ou aumentar investimentos na cidade de São Paulo, nós poderemos em 10 anos estar próximo da solução dos problemas habitacionais na cidade de São Paulo, evidente que partindo da premissa que temos que evitar novas invasões", afirmou o prefeito.

De acordo com a prefeitura, com base em um mapeamento de 2010, a capital tem hoje 407 áreas de risco geológico, com 105.816 moradias avaliadas. Desse total, há 28.933 moradias em áreas de risco alto (R3) e muito alto (R4). Para o secretário do Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, o plano, num primeiro momento, prioriza famílias em áreas de maior risco e citou investimentos específicos de R$ 10 milhões.

"As quase 29 mil áreas identificadas são de R3 (risco alto) e R4 (risco muito alto). As áreas R1, R2, R3 e R4 é um conjunto maior e esse plano trata todo esse conjunto. Ele prioriza o que tem mais risco e o que foi mostrado é que a solução toda envolve investimentos de R$ 10 bilhões. Para R$ 5 bilhões já há um intervenção em andamento (obras) ou um projeto de licitação ou alguma intervenção já planejada. O que se fez para as demais foi a capacidade de estimar todo esse montante de recursos e como resolver o problema como um todo", afirmou o secretário.

As famílias removidas, segundo a prefeitura, receberam "atendimento habitacional", com pagamento de auxílio aluguel no valor de cerca de R$ 300, enquanto "aguardam futura inclusão em programas habitacionais" da prefeitura. A prefeitura não informou o que deve ser feito com as moradias esvaziadas.