Tiroteio entre gangues alveja ônibus escolar no interior de São Paulo

Uma tiro disparado durante tiroteio entre membros de gangues atingiu o para-brisas de um ônibus com 25 alunos de 5ª a 8ª séries na tarde desta quarta-feira em Andradina, a 640 km de São Paulo. O veículo havia parado para deixar estudantes na escola municipal Maria Elizabeth Venturolli Pinese, na praça João Leite, Vila Mineira, quando foi atingido por um dos disparos.

"As crianças viveram momentos de pânico, com medo de se tratar de um atirador. Foram para o fundo do ônibus na tentativa de se proteger", contou o motorista do ônibus, José Carlos de Andrade. "Eu tinha parado para deixar um aluno, quando percebi que alguns rapazes, de bicicletas, passaram trocando tiros entre si. Quando retornei ao ônibus, pude ver que o para-brisas do veículo estava perfurado do lado direito", narrou Andrade.

Dois homens foram presos, acusados de efetuarem os disparos. O policial militar Wadson Wilson, de férias, mora próximo à praça e saiu para ver o que ocorria, prendendo em seguida Daivison William Pereira da Silva, o Titanic, e Elvis Adriano Araújo de Andrade, ambos com 20 anos de idade. Apesar da prisão, a polícia não conseguiu apreender nenhuma arma.

O tiroteio é mais um capítulo da guerra entre duas gangues rivais juvenis dos bairros Benfica e Conjunto Pereira Jordão. Desde o início dos confrontos, que começaram em 2008 com uma briga entre duas estudantes dos dois bairros, mais de 20 pessoas ficaram feridas e ao menos 10 morreram alvejadas, duas delas por balas perdidas. Hoje, os confrontos, que antes eram motivados por vingança, têm relação com o domínio de pontos de venda de drogas.