São Paulo tem 10 mil revendedoras clandestinas de gás, diz sindicato

Na garupa das motos, na padaria da esquina, no meio da calçada... A venda clandestina de botijões de gás ocorre diariamente em até 10 mil revendedoras ilegais espalhadas pelo Estado, segundo estimativa do sindicato nacional de distribuidores de gás (Sindigás). O entregador não usa uniforme, não conhece a legislação e, às vezes, nem sabe o que vendeu, mas raramente é autuado. Com apenas 15 fiscais baseados em São Paulo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) derrapa na fiscalização. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na prática, as irregularidades no comércio do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) só são fiscalizadas mediante denúncia e, mesmo assim, as ações não ocorrem na mesma proporção. 

No primeiro semestre deste ano, a ANP recebeu 615 reclamações no Estado, mas fiscalizou apenas 300 endereços, entre distribuidoras, revendas autorizadas e clandestinos. O resultado foi a interdição de 60 pontos de venda fora da lei e a aplicação de 100 multas de até R$ 1 milhão. 

A disputa entre as revendas formais, que somam 8.810 no Estado, e as informais pode ser observada facilmente nas ruas, especialmente nos bairros mais afastados do centro, onde os botijões à venda ficam expostos ao consumidor. Nesses pontos periféricos, a atração não está relacionada só ao preço, que pode ou não ser inferior à média praticada no mercado - R$ 35 a R$ 45 -, mas à facilidade de compra. 

De acordo com o sindicato, a maioria dos botijões tem origem legal e, por isso, não tem vício de qualidade, mas não são vendidos com a devida assistência técnica.