Presidente da Ajufe mantém “operação padrão”

O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, reagiu, nesta quinta-feira, ao processo administrativo aberto no Conselho da Justiça Federal pelo presidente do órgão, ministro Ari Pargendler, em face da anunciada “operação padrão” promovida pela Ajufe na tramitação de ações de interesse da União e das autarquias, em protesto contra a demora do Executivo e do Congresso na aprovação do reajuste anual da magistratura, previsto na Constituição. Os juízes federais também prometem uma “paralisação” no dia 30 de novembro.

“O referido processo administrativo jamais poderá culminar em punição a qualquer magistrado federal. Se necessário, os magistrados serão defendidos administrativa e judicialmente. O direito de greve é garantido em todos os regimes democráticos e na Constituição Federal brasileira (art. 9), vedado apenas em regimes ditatoriais”, afirma o presidente da Ajufe na nota que divulgou.

Ainda segundo Gabriel Wedy, “com suas decisões, os juízes federais garantiram o direito de greve aos advogados da União, que paralisaram suas atividades diversas vezes nos últimos anos por aumento de salário, e agora questionam de forma incoerente e oportunista o legítimo direito constitucional dos magistrados”.

“Reivindicamos segurança, estrutura de trabalho, previdência, saúde e uma política remuneratória. O movimento democrático dos juízes federais está fortalecido e vai continuar avançando na busca de um Judiciário democrático e independente”, conclui a nota.