Funcionários da Infraero param em São Paulo e Brasília

Os funcionários da Infraero nos aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, de Viracopos, em Campinas, e em Brasília entraram em greve nesta quinta-feira. Cerca de 4.00 trabalhadores das áreas de operações, segurança aeroportuária, terminais de cargas e passageiros e programação de voos aderiram à paralisação.

A greve deve durar dois dias e é um protesto contra os planos do governo de privatizar três dos maiores aeroportos brasileiros. Guarulhos, Viracopos e Brasília devem ser concedidos à iniciativa privada, que deve agilizar obras de ampliação e melhoria visando à Copa de 2014 e para atender ao crescimento da demanda interna por voos.

Segundo o diretor de administração da Infraero, José Eirado, a greve dos funcionários da estatal não deve comprometer a operação dos três aeroportos.

Com o anúncio da greve de 48 horas dos funcionários da Infraero nos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Campinas (SP), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nesta quarta-feira orientações para minimizar os transtornos aos passageiros nos próximos dois dias. 

A Anac orienta os passageiros a confirmar junto às companhias aéreas o horário dos voos e solicitou às empresas que divulguem eventuais repercussões da greve (atrasos e cancelamentos, por exemplo) nos meios disponíveis de comunicação com os passageiros, como o site da companhia na internet. As empresas aéreas também deverão se responsabilizar pelo provimento de alimentação, acomodação e transporte nos casos determinados pela Anac. A agência reguladora disponibiliza um número de telefone gratuito para o registro de reclamações: 0800 725 4445.

A decisão de manter a greve foi tomada mesmo após reunião da categoria com o governo. Os grevistas foram recebidos pelo assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência, José Lopez Feijó. Também estavam presentes o presidente da Infraero, Gustavo Vale, e o secretário-executivo da Secretaria de Aviação Civil, Cléverson Aroeira. No entanto, não houve acordo para o fim da greve.