Médica é demitida acusada de entrar com cachorro em UTI

Uma médica do Hospital Universitário de Taubaté, a 125 km de São Paulo, foi demitida após ser acusada de entrar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com um cachorro. Segundo a diretora técnica do hospital, Maria Auxiliadora Prolungatti César, funcionários e acompanhantes de pacientes relataram que a mulher entrou no quarto reservado para repouso dos médicos, dentro da área da UTI, com uma casinha de cachorro, na qual levava um filhote.

O caso ocorreu por volta das 20h30 da última quinta-feira e foi informado à direção do hospital na manhã seguinte. "Eu recebi esse comunicado por escrito, umas 12 horas depois, da enfermagem e da médica residente que estavam de plantão. 

O chefe da UTI entrou em contato com ela (a médica). Ela negou, afirma que era apenas a casinha do cachorro, mas, infelizmente, nós temos testemunhas que escreveram e assinaram que ela, sim, estava com o animal lá", disse Maria Auxiliadora.

De acordo com a diretora, os pacientes internados na UTI não tiveram contato com o animal, que ficou restrito ao quarto de repouso dos médicos. "Ela nega (irregularidade). Mas qualquer justificativa que se desse, seria injustificável", afirma a diretora. A médica trabalhava há cerca de três meses no hospital e foi demitida ainda na manhã de sexta-feira.

"Acompanhantes de pacientes que estavam na parte de fora da UTI, aguardando o horário de visita, fizeram Boletim de Ocorrência (BO). Existem informações, que nós não temos certeza, que eles teriam fotografado o animal. Nós não vimos essas fotos", relatou Maria Auxiliadora. "Encaminhei (o caso) para a diretora clínica, que encaminhou a documentação para o Conselho Regional (de Medicina do Estado de São Paulo - Cremesp), para fazer as averiguações perante a conduta da médica", completou.