Blog atribuído a pivô de acusações ameaça PCdoB e Orlando Silva 

Pivô das acusações contra Orlando Silva, ministro do Esporte, e outros membros do PCdoB, publicadas na revista Veja deste fim de semana, o policial militar e ex-militante do partido João Dias Ferreira voltou a aparecer na mídia. Um blog creditado a ele publicou ameaças ao PCdoB e ao ministro após a publicação da matéria em que denuncia integrantes da legenda de fazer parte de um esquema de irregularidades envolvendo convênios entre o ministério e ONGs que teria desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos.

Em um post intitulado "Ao ministro do desesporte Orlando Silva", o autor do blog, que se intitula João Dias, diz estar "aguardando ansiosamente ser chamado para apresentar as verdades materializadas". "O que falei pra revista esta devidamente gravado e sera apresentado as autoridades competentes."

O autor continua o recado ao ministro, e diz ter muitas assinaturas "de todo seu pessoal em documentos fraudados por vocês mesmo, e por isso que vocês tentaram me detonar com falsos relatórios". No fim do texto, o autor ainda afirma a Orlando Silva que "Você esta equivocado, eu nao sou bandido, bandido e você e sua quadrilha que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência e você sabe muito bem disso".

Em outro post, o autor do blog ameaça o PCdoB e recomenda ao partido não defender Silva. "SUGESTAO: ERA BOM O PCDOB NACIONAL FICAR CALADO ANTES DE SAIR EM DEFESA DO ORLANDO SUMARIAMENTE."

Denúncias

Segundo denúncias da revista, diversos membros do PCdoB, capitaneados pelo ministro, faziam parte do esquema de irregularidades envolvendo convênios com ONGs. A presidência do partido disse que ainda está lendo as denúncias e que não tem uma resposta oficial. Fontes no governo afirmam que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 elevaram a importância da pasta. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos, o policial militar João Dias Ferreira, como mentor e beneficiário. O esquema pode ter desviado mais de R$ 40 milhões em oito anos. De acordo com Ferreira, as ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando Silva teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.