SP: advogado acusado de abusos a quatro parentes será ouvido hoje

O advogado Sandro Luiz Fernandes, 45 anos, acusado de abusar sexualmente de quatro membros da família, será ouvido nesta quinta-feira na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, município localizado a 326 km de São Paulo. Além dele, a sua mulher, Fernanda Fernandes, também será ouvida pela delegada Priscila Bianchini de Assunção Alferes, como investigada e coautora dos crimes. O horário dos depoimentos não foi divulgado.

Fernandes, que já foi presidente da Comissão dos Direitos Humanos da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru, é acusado de abusar sexualmente da filha - hoje com 18 anos -, do filho de 9 anos, da cunhada - também de 18 anos - e da sobrinha, que atualmente tem 14 anos.

As oitivas de hoje poderão levar a delegada a pedir a prisão por tempo indefinido de Fernandes. Na terça-feira, a Justiça de Bauru negou o pedido da delegada de prisão temporária de 30 dias, mas, em depoimento prestado ontem, o filho do advogado também acusou o pai de abusos. Ele afirmou ter sido abusado dois dias antes de Fernandes ter saído de viagem para a Europa.

O advogado poderá ser acusado de estupro. Até o momento, apenas testemunhas de acusação foram ouvidas pela Polícia Civil. A delegada quer ouvir também as avós das vítimas. A delegada quer encerrar o inquérito e enviar os dados ao Poder Judiciário no máximo na próxima segunda-feira.

Como o crime de atentado violento já não existe, o advogado poderá responder por estupro aos quatro membros da sua família (dois filhos, uma cunhada e uma sobrinha), mas as penas serão de acordo com a legislação vigente na época dos crimes.

A filha contou que foi abusada pelo pai dos 8 aos 16 anos. Já a cunhada afirmou ter sido vítima dos 8 aos 10 anos. A sobrinha, terceira vítima, disse ter sido abusada quando tinha 10 anos. A quarta vítima, o filho de Fernandes, hoje com 9 anos, afirmou que os abusos são recentes.

Entres os abusos relatados pelas três primeiras vítimas, segundo a polícia, o advogado apalpava partes íntimas, olhava as crianças no banho pelo buraco da fechadura e fazia sexo oral nelas, além de obrigá-las a pegar em seu pênis. Orientado por Hélio Marcos Pereira Junior, advogado contratado para fazer a defesa, nem Fernandes e nem seu advogado têm atendido ao telefone celular.

Indenização

O advogado de umas das vítimas ajuizou, no Fórum de Bauru, o pedido de indenização por danos morais. O valor pedido é de R$ 500 mil. O processo já está com o juiz João Thomaz Diaz Parra, da 2ª Vara Civil. Caso o juiz decida por uma liminar, o advogado ficará proibido de vender ou transferir bens para o nome terceiros.