Haddad fecha acordo e tem maioria do PT na Câmara de SP

A última segunda-feira de setembro, dia 26, foi definitiva para o ministro da Educação, Fernando Haddad. Pelo menos no que diz respeito ao apoio que o pré-candidato à Prefeitura de São Paulo tenta costurar com os vereadores do PT na capital paulista. Após um almoço com a vereadora Juliana Cardoso e o padrinho político dela, deputado estadual Adriano Diogo, Haddad conseguiu o sétimo "sim" do PT na Câmara Municipal.

Dos onze vereadores da bancada petista na capital, sete estão com o preferido do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff para as eleições de 2012. São eles: Alfredinho, Chico Macena, Francisco Chagas, Carlos Neder, Ítalo Cardoso, José Américo, e, por fim, Juliana Cardoso, que permaneceu vacilante por mais tempo.

O deputado federal Jilmar Tatto, também pré-candidato do PT à Prefeitura paulistana, conta na Câmara com o apoio de seu irmão, Arselino Tatto, e com mais outros dois vereadores: José Ferreira (Zelão) e Senival Moura. O vereador Antonio Donato, presidente municipal do PT, permanece oficialmente neutro e, dessa forma, os outros três pré-candidatos petistas para 2012 - os senadores Marta e Eduardo Suplicy e o deputado federal Carlos Zarattini - não têm nenhum vereador em seu leque de apoio.

Marta quase levou Juliana Cardoso. Foi por isso que a vereadora precisou de um pouco mais de tempo para fechar com Fernando Haddad. As duas conversaram algumas vezes, pessoalmente e por telefone, e Juliana estava prestes a apoiar a senadora, mas foi convencida pelos colegas a seguir a maioria.

Em 19 de setembro, Haddad recebeu o apoio oficial da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), do ex-presidente Lula. Com esse lastro, o ministro chega a quase 40% de apoio em eventuais prévias internas e acrescenta novo - e potente - fôlego à sua pré-campanha.

A Mensagem ao Partido, tendência a que pertence Fernando Haddad, obteve apenas 6,5% nas últimas eleições do diretório municipal. "É uma mudança considerável", avaliam dirigentes petistas.