Professora baleada por menino passa bem e não sabe da morte do estudante

A professora Rosileide de Oliveira, 38 anos, baleada por um aluno de dez anos na última quinta-feira (22), na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (ABC Paulista), recebeu neste sábado visitas da família, da diretora e da coordenadora pedagógica do estabelecimento de ensino no Hospital de Clínicas, onde está internada, em São Paulo. Ela se recupera bem, mas ainda sem previsão de alta após cirurgia para retirada do projétil, informou a diretora Marcia Gallo.

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A coordenadora pedagógica Meire Bernadete disse que o atentado não foi tema das conversas durante a visita de cerca de uma hora. "No momento, o que importa é a saúde dela", afirmou Bernadete, que, junto da diretora, prestou depoimento ontem à Polícia Civil de São Caetano do Sul, responsável pelo inquérito sobre o caso.

A coordenadora também afirmou que caberá à família informar a professora da morte do menino - a professora ainda não sabe que ele foi autor do disparo nem que atirou contra si mesmo depois de atingi-la. As representantes da escola informaram que, no dia do atentado, duas professoras foram enviadas ao município de Diadema, na região do ABC, onde a vítima mora, para dar a notícia sobre o fato pessoalmente para a mãe dela, que tem problemas cardíacos. "É um choque, uma tragédia. Todos nós estamos muito assustados",