Multas não atingem 'nem um quinto' dos motoristas embriagados

Apesar do efetivo de 300 policiais militares distribuídos em 17 equipes pelas ruas de São Paulo nas noites de pico (quinta-feira a sábado), o número de condutores autuados por guiarem embriagados, na opinião do capitão Paulo Oliveira, chefe do setor operacional do Comando de Policiamento de Trânsito na capital, não representa "nem um quinto do que tem de motoristas alcoolizados dirigindo por aí". 

Junto ao sargento Luiz Carlos de Queiroz, que lidera uma das 17 equipes de fiscalização, ele deu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, na qual conclui que só a fiscalização é insuficiente.

"Todo dia você encontra pessoas dirigindo alcoolizadas. Não tem como você colocar um policial dentro de cada veículo que transita na cidade", diz Oliveira. 

Apesar disso, ele afirma que a tendência é aumentar a fiscalização cada vez mais. Os policiais explicam que os infratores mais difíceis de lidar são os de classe média alta. 

"Há uma cultura dos que pensam que o dinheiro resolve tudo. De que com um carro e uma condição social excelente, nunca a lei vai alcançá-los", conta Oliveira. Para Queiroz, o problema é na educação. "O brasileiro só obedece quando as coisas acontecem com ele." Em sua opinião, acidentes fatais deveriam ser "de responsabilidade dolosa, porque o cara tirou uma vida".