Professora baleada em escola não sabe da morte de aluno

Em coletiva realizada no fim da tarde desta sexta-feira no instituto central do Hospital das Clinicas, em São Paulo, a irmã da professora baleada em uma escola de São Caetano do Sul afirmou que ela ainda não sabe da morte do aluno autor dos disparos. "Estamos tentando manter dessa forma. Estamos decidindo quando vamos contar", disse Regiane de Oliveira Millan, 33 anos.

A professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, foi transferida para um quarta no fim da manhã de hoje após passar por uma cirurgia para a retirada da bala. A professora está consciente, conversa e tem quadro é estável.

Regiane disse que a professora está chocada e ainda não assimilou o que aconteceu e não consegue se lembrar. A irmã relatou que ela se lembra só de um estrondo muito forte e dos gritos das outras crianças que estavam na sala de aula.

O crime aconteceu na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, no bairro Mauá, por volta das 15h50. O aluno, do 4º, disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, dentro da sala de aula, que era ocupada por 25 alunos. Em seguida, segundo testemunhas, o aluno se retirou da sala de aula e disparou contra a própria cabeça. O garoto chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A diretora da escola, Marcia Gallo, afirmou que não há registro de nenhum atrito entre a professora e o jovem. A coordenadora pedagógica da escola, Bernardete Cunha, disse que o serviço de orientação nunca recebeu a visita do menino.

A polícia vai investigar agora se o pai do menino foi omisso, já que a arma do crime pertencia a ele. De acordo como o guarda, o revólver estava guardado na parte de cima de um armário. Ainda assim, ele pode ser beneficiado com o perdão judicial, dado a quem já teve um sofrimento maior do que qualquer tipo de pena aplicável pelo sistema judicial, segundo a delegada responsável pelo caso, Lucy Mastellini Fernandes.