Casos de coqueluche em SP sobem 40% em comparação a 2010 

O número de casos confirmados de coqueluche na cidade de São Paulo, entre janeiro e meados de agosto, aumentou 40% em relação a todo ano de 2010. Em 2011, segundo dados da prefeitura, o coeficiente de incidência foi de 0,86 casos para 100 mil habitantes. O índice é também o maior verificado pelo balanço, cujos registros começam em 2000.

Por faixa etária, os mais atingidos foram os menores de 1 ano (83,5%, contra 89,5% de 2010), com 6,2% de letalidade - a mais alta constatada. O grupo que mais cresceu foi a faixa etária entre 1 e 4 anos (1,8% para 9,3%). Segundo o documento, isso reforça a importância da vacinação para crianças de 15 meses com o primeiro reforço da DTP (Difteria, Tétano e Pertussis) bem como o segundo reforço na faixa etária de 4 a 6 anos para manutenção de imunidade adequada entre os pré-escolares.

O grupo entre 10 e 19 anos correspondeu a 3,1% dos casos confirmados, assim como a faixa entre 20 e 39 anos. Acima dos 40 anos, o valor cai para 1%. Em geral, a letalidade da coqueluche cresceu de 1,8% em 2010 para 5,2% neste ano. No entanto, a avaliação destacou que todos os óbitos ocorreram em menores de 2 meses, que não têm doses da vacina contra a bactéria Bordetella pertussis.

Quanto à distribuição, o maior número de casos ocorreu na zona sul da capital, com 45 (46,4% dos casos), e incidência de 1,76 confirmações para cada 100 mil habitantes. Em seguida estava a zona norte, com 25 casos (25,8%), com 1,13/100 mil; sudeste, 12 (12,4%) e com 0,45/100 mil; centro-oeste, nove (9,3%) e 0,62/100 mil e leste, seis (6,2%) e 0,25/100 mil.

Segundo o documento, há ciclos epidêmicos da doença a cada três a cinco anos. O alerta solicita "rigorosa atenção dos serviços de saúde para a detecção de casos suspeitos, tratamento e realização de coleta oportuna de amostras para a pesquisa específica de Bordetella pertussis".

Segundo o Ministério da Saúde, a coqueluche é uma doença infecciosa aguda transmissível que compromete o aparelho respiratório. É transmitida ao falar, tossir ou espirrar. Os principais sintomas são uma série de cinco a dez tossidas em uma única respiração, guincho, protusão da língua, cianose, apnéia e vômitos pós-tosse. Pode ser tratada por antibioticoterapia prescrita por um médico, mas a vacinação é o principal meio de controle.