Alunos da UnB invadem reitoria para reclamar 3 anos de atraso em obra 

O atraso de três anos nas obras do campus da Universidade de Brasília (UnB) em Ceilândia, cidade satélite de Brasília, motivou 300 alunos a invadir a reitoria da instituição na manhã desta terça-feira. "Além da construção do campus, os alunos não têm um restaurante comunitário, nem assistência à moradia", disse o estudante de farmácia Elias Silveira Barros. Os estudantes deixaram a reitoria no fim da tarde.

Os alunos invadiram o auditório da reitoria e escolheram alguns representantes para negociar com a direção da universidade. De manhã, a reitoria divulgou, por meio de nota, que alguns manifestantes, que não são alunos do campus de Ceilândia, enfrentaram os seguranças que barravam a entrada dos estudantes na reitoria.

"É mentira, estamos aqui pela mesma causa e não existem grupos, são alunos lutando por melhorias na educação", rebateu Joabe Leite, do curso de farmácia. O aluno aproveitou para denunciar a falta de estrutura do campus: "Somos 1,7 mil alunos em dez salas e oito laboratórios".

A obra da primeira etapa do campus, que deveria ter sido entregue em 2008, é de responsabilidade do governo do Distrito Federal (GDF) que, por meio de licitação, contratou a empresa UniEngenharia para tocar a obra. Segundo o decano de Administração, Eduardo Raupp, o contrato do GDF com a empresa foi cancelado no dia 2, mas a empreiteira fez um acordo para que a própria UnB terminasse a obra.

"A Unb, junto com a Novacap - Companhia Urbanizadora da Nova Capital -, vai fazer um levantamento para analisar por onde devemos continuar. Dentro de três meses, queremos que a primeira parte já esteja pronta", disse o decano.

Esta não foi a primeira vez que os alunos do campus de Ceilândia protestam contra a precariedade das instalações. No dia 15 de junho, alunos e professores já haviam feito uma manifestação para denunciar os mesmos problemas.