Presidência arquiva processos contra Bernardo e Pimentel

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República arquivou nesta segunda-feira processos contra os ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Comunicações, Paulo Bernardo, por falta de indícios de que ambos tivessem cometido desvios éticos. Na mesma reunião, os conselheiros também rejeitaram dar seguimento às análises de eventuais deslizes no campo ético cometidos pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O caso envolvendo Pimentel e Gabrielli diz respeito a uma reportagem de revista Veja em que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi retratado como um político que teria um gabinete informal em um hotel de Brasília para "conspirar" contra o governo Dilma. Na reportagem, o ministro e o presidente da estatal aparecem em imagem se encontrando com o ex-homem forte do governo Lula.

No processo envolvendo Paulo Bernardo, as suspeitas são de que ele teria utilizado avião da construtora Sanches Tripoloni, do Paraná, conduta vedada pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal.

Por último dentre os principais casos analisados pela comissão está reportagem da revista Época que mostra um vídeo em que dois funcionários da ANP cobrariam propina de R$ 40 mil para resolver pendências de empresas do ramo de combustíveis junto ao governo.

"Enfrentamos o caso da denúncia contra o ministro Fernando Pimentel e o presidente da Petrobras que, independente do surgimento de novas provas, decidiu pelo arquivamento porque o que se tem é a visita de dois cidadãos a outro cidadão. O caso Haroldo Lima, também por insuficiência de indícios, foi arquivado. O caso do ministro Paulo Bernardo foi arquivado por insuficiência de provas. Os aviões de que se teria utilizado, tanto os aviões daquela empresa, não só o desmentido formal do ministro, que disse que jamais utilizou dos aviões daquela empresa, como da própria empresa", afirmou o presidente do colegiado, Sepúlveda Pertence.