SC libera R$ 10 mi para 91 cidades afetadas por enchentes

O governo de Santa Catarina anunciou neste sábado a liberação de R$ 10 milhões para compras de emergência e limpeza dos 91 municípios do Estado atingidos pela enchente. O anúncio foi feito pelo governador Raimundo Colombo (DEM) em visita a Brusque, no Vale do Itajaí, uma das cidades mais atingidas - que vai receber R$ 1,5 milhão.

"Esse recurso é para compras de emergência e limpeza das cidades. Na próxima semana iremos conversar com os prefeitos para definir as principais ações", afirmou Colombo. Além de Brusque, Itajaí, Blumenau e Rio do Sul também receberão R$ 1,5 milhão. Para Gaspar, o valor será de R$ 1 milhão.

De acordo com o boletim divulgado da Defesa Civil, o número de desalojados (pessoas que foram para a casa de amigos ou familiares) era de 153.065, enquanto o de desabrigados (que tiveram que ir para abrigos) era de 13.925 neste sábado. 

Ao todo, 37 cidades decretaram situação de emergência, seis estão em estado de calamidade pública e 86 fizeram notificação preliminar de desastre. Duas pessoas morreram em consequência das enchentes.

Preço da água sobe até 400%

O Procon de Itajaí, uma das cidades atingidas pelas enchentes que assolam o Estado de Santa Catarina, recebeu denúncias de que o preço da água em garrafão teria subido 400% após o decreto de emergência. Gás e alimentos também tiveram seus preços elevados, segundo foi relatado ao órgão de fiscalização.

"Na sexta-feira a população foi às compras e houve um grande número denúncias, mais de 20 sobre a inflação de preço. Todas foram apuradas e os estabelecimentos foram notificados, mas não conseguimos flagrante", disse o procurador chefe do Procon, Rafael Martins. Segundo ele, as denúncias apontaram que o botijão de gás estava sendo vendido a R$ 100, quando o preço médio varia entre R$ 35 e R$ 40.

"Alertamos esses estabelecimentos sobre a possibilidade de multa e até fechamento pela situação de emergência que a cidade enfrenta", diz Martins. Ele pede aos moradores que peçam nota fiscal ou recibo com o carimbo da empresa para que, após as enchentes, o órgão possa verificar se realmente ocorreu a irregularidade. "Temos meios de comprovar pelo histórico das notas fiscais da empresa de dias anteriores ao período de enchente".

Ele diz que a fiscalização durante o pedido de enchente é complicada pela dificuldade de locomoção e pelo tumulto. "Muitos estabelecimentos estão funcionando com as portas fechadas. A fiscalização é mais para coibir e prevenir a prática abusiva de preços"