Aulas são suspensas e escolas se tornam abrigos em Santa Catarina

A Secretaria de Educação de Santa Catarina anunciou nesta sexta-feira que, em virtude da chuva, suspendeu as aulas em diversas escolas no Estado e que há unidades que servem de abrigo para vítimas. A definição sobre como o calendário escolar será recuperado ocorrerá apenas após o retorno das atividades.

As aulas foram suspensas em escolas das regiões de Blumenau, Itajaí, Camboriú, Navegantes, Penha, Rio do Sul, Joaçaba, Herval do Oeste, Caçador, Rio das Antas, Timbó, Petrolândia, Taió e em todos os municípios das Secretarias de Desenvolvimento Regional de Brusque e de Ibirama. As unidades na zona rural dos municípios de Otacílio Costa, São José do Cerrito e Correia Pinto também estão sem aulas.

As escolas que servem de abrigo para famílias atingidas pelas cheias são João Durval Muller, José Maurício, Jonas Neves e Santos Dumont, em Blumenau; Feliciano Pires, em Brusque; Frei Godofredo e Arnaldo Zimmermann, em Gaspar; Valério Gomes, em Ilhota; Roberto Moritz e Carlos Thiesen, em Ituporanga; XV de Junho, Henrique Silva Fontes, Afonso Niehus, Nereu Ramos e Maria Nilza Evaristo, em Itajaí.

A chuva provocou estragos na estrutura de algumas instituições. A escola Hermes Fontes, em Petrolândia, apresentou rachaduras nas paredes. Na região de Caçador, ocorreu o desabamento parcial de um telhado. A unidade Eliseu Guilherme, em Ibirama, teve suas aulas transferidas para a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Afetados passavam de 800 mil

Segundo boletim da Defesa Civil, havia mais de 819 mil pessoas afetadas, 57,4 mil desalojadas e 8,2 mil desabrigadas no Estado. Além disso, 34 municípios decretaram em situação de emergência e dois entraram em calamidade pública (Rio do Sul e Brusque).

A medição realizada à 0h desta sexta-feira no rio Itajaí-Açu, em Blumenau, registrou a água a 11,6 m acima do normal. O nível superou, assim, o registrado em 24 de novembro de 2008, que era de 11,52 m. Naquele episódio, 24 pessoas morreram na cidade vítimas de deslizamentos de terra causados pela chuva. O nível do rio se encontrava estabilizado em 12,52 m acima da normalidade durante a tarde.

O órgão confirmou uma morte em decorrência da chuva, em Guabiruba. Valdemiro Carminatti, 66 anos, trabalhava no telhado de sua residência, que despencou. Outra morte foi registrada em Rio do Sul. Um morador foi eletrocutado por um cabo da rede de energia, quando remava em um pequeno barco em meio a casas alagadas no município. No entanto, a Defesa Civil não confirmou se o óbito estaria diretamente relacionado à chuva, nem tinha o nome do homem.