Professores da UnB não aprovam o reajuste de 4% nos salários

Professores da Universidade de Brasília (UnB)decidiram nesta quarta-feira, em assembleia geral, não aprovar a correção de 4% na tabela para os docentes da carreira de ensino superior, por achar que essa correção não repõe a perda inflacionária. A proposta de reajuste de 4% foi feita no último dia 19 pelo Ministério do Planejamento.

Conforme informações da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), foi decidido em assembleia que a categoria vai aceitar a incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e a Incorporação da Gratificação de Atividade Docente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (GEDBT). Na ocasião, os docentes estipularam como data limite para negociação de reestruturação da carreira o dia 31 de dezembro de 2011, ao invés de maio de 2012. Em relação à greve, os professores votaram por manter o indicativo sem data.

O vice-presidente doSindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Luiz Henrique Schuch, disse que, de acordo com o governo, não está em discussão campanha salarial ou plano de carreira, mas uma proposta emergencial que visa corrigir alguns erros no salário dos docentes.

Adesão

Durante a assembleia foi exposto o crescimento da mobilização nacional em relação ao indicativo de greve. Segundo a ADUnB, atualmente duas universidades estão paralisadas - a Universidade Federal do Paraná e o Instituto Federal de Ouro Preto -, e sete seções sindicais aprovaram indicativo de greve com data estipulada. Outras 13 instituições não apontaram data.

De acordo com Luiz Henrique Schuch, "a reação da categoria é bastante satisfatória. A categoria tem respondido e se comprometida à causa".

O presidente da ADUnB Ebnezer Nogueira disse que "é a primeira vez que os aposentados terão um aumento significativo, quando comparado com o aumento dos professores ativos. Somos a favor da incorporação da Gemas e do GEDBT. Porém, a proposta de aumento de 4% é muito baixa". Sobre o indicativo de greve, Ebenezer explicou que "há a necessidade de se manter o indicativo enquanto houver discussão sobre a carreira".