Professores da UFPB paralisam atividades nesta quarta-feira 

Os professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) paralisaram nesta quarta-feira suas atividades. Amanhã, às 9h, no prédio da Reitoria, ocorre assembleia para decidir sobre a adesão à greve. No último dia 19, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) fez uma proposta à categoria na qual oferece aumento de 4% mais incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas).

De acordo com o professor Wladimir Nunes Pinheiro, do movimento sindical da UFPB, as reivindicações dos docentes da Federal da Paraíba são as mesmas de todas as universidades federais, especialmente voltadas para a questão salarial (que envolve a recomposição de 40% do salário perdido nos últimos 10 anos mais a incorporação de gratificações), para a discussão do plano de carreira dos docentes de ensino superior (o que está em vigor hoje data de 1987), e para a equiparação com as carreiras de Ciência e Tecnologia.

Proposta do governo

O MPOG fez uma proposta à categoria na qual oferece reajuste de 4%, reconhecendo as perdas acumuladas pela categoria, além de incluir a Gemas, estendendo para os profissionais do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.

Esta oferta gera aumentos que variam de 8% a 15% dependendo da situação do docente. Um professor titular com doutorado em regime de 20 horas de trabalho semanal, por exemplo, passaria a receber R$ 3.622,08. Hoje, o salário é de R$ 3.482,77. Já a remuneração de um docente com doutorado e dedicação exclusiva aumentaria de R$ 11.755,05 para R$ 12.225,25. O maior percentual de aumento beneficiaria os professores mais antigos.

A proposta inclui ainda a criação de grupo de trabalho constituído pelo MPOG, Ministério da Educação (MEC) e entidades representativas dos professores para debater a reestruturação das carreiras do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. A ideia é que saia do debate um projeto de equiparação de remuneração das duas carreiras com a de Ciência e Tecnologia, uma das grandes reivindicações da categoria.

A diferença salarial entre as carreiras chega, em alguns casos, a 30%. O debate incluiria ainda as pendências dos acordos assinados em 2007 e 2008. A data limite para conclusão dos trabalhos seria 31 de maio de 2012, o que possibilitaria que as mudanças passassem a vale a partir de janeiro de 2013.