Apesar de escândalo, Ideli assegura Pedro Novais no Turismo

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, assegurou, nesta terça-feira, que o ministro do Turismo, Pedro Novais, continua no comando da pasta. A permanência de Novais no cargo estava em xeque após a operação Voucher, da Polícia Federal, que prendeu 38 membros do Ministério do Turismo por suspeita de uso irregular do dinheiro público.

O próprio Novais havia dito que permaneceria no cargo enquanto a presidente Dilma Rousseff quiser, enquanto houver apoio e enquanto a saúde permitir. "Ele tem respondido de forma tranquila, calma, e tem tido mudanças no Ministério do Turismo, está havendo adequações de equipe. Por isso, entendo que a permanência do ministro Novais está dada", disse Ideli.

Ideli Salvatti também defendeu o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e a mulher dele, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, acusados de pegar carona em jatinhos de empresas na campanha eleitoral de 2010. Na ocasião, Paulo Bernardo era ministro do Planejamento e, segundo a revista Época, o ministro e sua mulher teriam viajado em um jatinho da empreiteira Sanches Tripoloni, que pertence ao empresário Paulo Francisco Tripoloni.

"Não tem nenhum comentário (da presidente) em relação a esse tema e os ministros têm dado as respostas devidas. Hoje, o ministro Paulo Bernardo foi à Câmara para falar de rádio digital e está absoltamente tranquilo, ontem até emitiu nota para se manifestar com relação a essas questões", defendeu Ideli. Segundo a reportagem, Paulo Bernardo teria favorecido a construtora ao incluir a obra do Contorno Norte de Maringá, no Paraná nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto é da empreiteira Sanches Tripoloni.

Substituição de Mendes RibeiroA ministra também se disse "ansiosa" pela indicação da presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga deixada por Mendes Ribeiro na liderança do governo no Congresso. O parlamentar substitui o ex-ministro Wagner Rossi, que pediu demissão na última quarta após denúncias na pasta.

"Estou aguardando ansiosamente que a presidenta (sic) decida, para mim é complicado trabalhar a questão do Congresso sem líder. A decisão é dela, é bom sempre lembrar que líder de governo é decisão da presidenta (sic). Nem cabe indicação minha", disse.