Turismo afasta 5 servidores presos em operação da PF 

Foi publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União o afastamento de cinco servidores do Ministério do Turismo presos na última terça-feira durante a operação Voucher, da Polícia Federal. Eles são suspeitos de envolvimento com um esquema de desvio de recursos de um convênio da pasta.

Na portaria, o ministro Pedro Novais (PMDB) determina o afastamento dos funcionários de seus cargos por 60 dias, sem prejuízo de remuneração, para evitar interferências na auditoria que a Controladoria-Geral da União (CGU) faz na pasta para verificar irregularidades. Os afastados são: Antonio dos Santos Junior - que foi preso temporariamente - , Freda Azevedo Dias, Glaucia de Fátima Matos, Kerima Silva Carvalho e Katia Terezinha Patricio da Silva - que foram presas preventivamente.

As investigações no Ministério do Turismo começaram há quatro meses, após uma análise feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). O valor do convênio fraudado é de R$ 4,4 milhões. Mais de 30 pessoas foram presas preventivamente e provisoriamente na semana passada pela Polícia Federal, mas a maioria conseguiu obter liberdade. Entre os suspeitos estão o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva da Costa, o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, e o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) Mário Moysés.

Após a operação, o ministério suspendeu por 45 dias convênios da pasta e mudou as regras para a prestação de contas por parte das entidades sem fins lucrativos conveniadas.